| Foto: O Radar 360 |
De acordo com as investigações, Antônio Airton Buzata Romero, de 50 anos, não aceitava o fim do relacionamento e passou a perseguir Celi, mesmo após ela buscar proteção judicial. Durante o ataque, a vítima sofreu ferimentos gravíssimos na cabeça e no pescoço, além de ter as mãos praticamente decepadas ao tentar se defender.
O caso voltou a mobilizar a comunidade nesta terça-feira (5), durante o julgamento realizado no Fórum de São Francisco de Assis. O Tribunal do Júri reconheceu as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, incluindo feminicídio e uso de meio cruel.
Ao longo da sessão, marcada por forte emoção, a promotora de Justiça Carolina Eliza Reinheimer destacou que Celi já havia escapado da morte anos antes. Em 2020, conforme a acusação, o mesmo homem teria efetuado um disparo de arma de fogo contra o rosto da vítima. Mesmo diante do histórico de violência e da existência de medida protetiva, as ameaças e perseguições continuaram até o desfecho trágico.
Um dos momentos mais impactantes do julgamento ocorreu quando a promotora colocou flores sobre a cadeira que simbolizava o lugar onde Celi deveria estar. O gesto emocionou familiares, autoridades e moradores que acompanharam a sessão.
Ao final, a juíza Taiele Balardin de Oliveira anunciou a condenação de Antônio Airton Buzata Romero a 49 anos e seis meses de prisão. Por se tratar de crime hediondo, o réu deverá cumprir ao menos 20 anos em regime fechado antes de ter direito à progressão de pena.
A sentença encerra um dos casos de feminicídio mais violentos registrados recentemente na região e representa, para familiares e amigos da vítima, um sentimento de justiça diante de uma tragédia que deixou marcas profundas na Nossa Gente Assisense.
FONTE: O Radar 360
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